7:15 am - Segunda-feira Junho 17, 2019

Universitária brasileira passa onze dias em prisão na China

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Laíse Marmentini, de 22 anos, foi deportada na semana passada da China,

Paranaense foi presa e deportada, acusada de trabalhar sem autorização.

A paranaense Laíse Marmentini, de 22 anos, foi deportada na semana passada da China, após passar onze dias em uma casa de detenção de Pequim.

Ela foi presa por não ter o visto apropriado para trabalhar no país. Laíse dava aulas de inglês numa escola de Pequim desde que chegou, no final de julho.

Natural de Maringá, ela foi à China por meio da Aiesec, rede estudantil internacional que organiza estágios para universitários ao redor do mundo.

De volta ao Brasil, ela contou por telefone que considera uma ação legal por danos morais contra a a Aiesec. O representante da organização em Pequim afirmou que Laíse foi vítima de um “mal-entendido”.

“Passei onze dias com a mesma roupa. Foi horrível. Fiquei numa cela lotada, não tinha espaço para dormir direito. Sofri bastante. Não estava entendendo porque aquilo estava acontecendo comigo”, disse Laíse.

Ela contou que foi informada pela imigração que a escola onde estava trabalhando não tinha permissão para contratar estrangeiros. Segundo ela, os policiais disseram que ela não podia trabalhar porque não tinha o visto adequado. “Eu disse que não era um trabalho, era estágio. Passei todas as informações à Aiesec, mas eles disseram: “Fica tranquila. Já falamos com a polícia e está tudo certo”. Estava lá desde o final de julho”, contou.

Os policiais voltaram no dia 4 e quando a viram no local disseram que ela era reincidente e a levaram para a delegacia.

“Tive que fazer um exame de urina – segundo eles, para saber se eu estava grávida. Da delegacia me levaram para um centro de detenção.
Fiquei numa cela com 13 outras presas. Tinha de tudo: uma brigou na rua, outra sequestrou uma criança, tinha roubo, porte de arma. Uma filipina que falava inglês me ajudou, porque as guardas não me entendiam”, afirma.

Laíse foi levada da prisão direto para o aeroporto. Segundo seu relato, a embaixada fez o que pôde para tirá-la da prisão. “Os policiais disseram que não iria ficar nenhum registro na minha ficha, mas eu tive que assinar um documento todo em chinês. Perguntei ao policial e ele me disse que era a ordem de soltura e que eu não poderia voltar para a China por cinco anos. Foi a única informação que eu tive”.

Os policiais disseram que não iria ficar nenhum registro na minha ficha, mas eu tive que assinar um documento todo em chinês. Perguntei ao policial e ele me disse que era a ordem de soltura e que eu não poderia voltar para a China por cinco anos. Foi a única informação que eu tive.

“Não guardo mágoa dos chineses, mas guardo muita mágoa da Aiesec. Se aconteceu comigo pode acontecer com qualquer outro. A filipina que estava comigo contou que há outra brasileira de 22 anos presa por problemas com a imigração, mas não sei detalhes.”

“Eu estava feliz na China. Tive uma experiência boa. Mas se me perguntarem se quero voltar, não quero.”.

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