2:29 am - Segunda-feira Agosto 19, 2019

Presídio de Tremembé será vistoriado para que Espanha autorize extradição do padrasto de Joaquim

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Guilherme Longo foi indiciado pelo homicídio do enteado de 3 anos em outubro de 2013 em Ribeirão Preto, SP. Ele foi preso pela Interpol em Barcelona no dia 27 de abril.

 

O promotor de Justiça que cuida do caso da morte do menino Joaquim afirma que o presídio brasileiro que receberá Guilherme Longo deverá ser submetido a uma vistoria para que ele possa ser enviado da Espanha, onde está preso atualmente. A medida é uma exigência dos países europeus após a crise carcerária vivida no Brasil desde o fim do ano passado.

Segundo Marcus Tulio Nicolino, as autoridades de Ribeirão Preto já entraram em contato com a Procuradoria-Geral da República e com o setor de operação nacional para fazer o pedido de extradição do padrasto de Joaquim o mais rápido possível.

Guilherme foi indiciado por homicídio triplamente qualificado em Ribeirão Preto e estava foragido desde setembro de 2016, seis meses após ter deixado a Penitenciária de Tremembé (SP) depois de ter obtido um habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo. Para a Polícia Civil e o MP, Longo aplicou uma alta dose de insulina em Joaquim, que sofria de diabetes, e jogou o corpo no córrego próximo à residência da família, no Jardim Independência.

“Esse pedido de extradição não é fácil de ser feito porque as autoridades europeias estão muito exigentes quanto à prisão em que ele ficará aqui no Brasil. Os últimos acontecimentos carcerários fizeram com que as exigências aumentassem na Europa em termos de segurança, então nós vamos fazer esse pedido e instruir esse pedido”, explica Nicolino.

Com isso, o presídio de Tremembé, onde Longo provavelmente ficará preso assim que voltar ao Brasil, deverá passar por uma vistoria. Por via diplomática, o promotor deverá encaminhar o pedido de extradição. A demora para que a situação seja regularizada, entretanto, pode atrapalhar o processo e o julgamento.

“Nós temos ainda um complicador, se o Guilherme for pronunciado nesses próximos dias, no próximo mês, ele terá que ser intimado pessoalmente da sentença de pronúncia porque está preso e preso em outro país. Isso pode complicar o andamento do processo”, afirma.

Nicolino diz ainda que o Ministério Público se esforça para que o processo de extradição seja concluído no menor tempo possível para que ele seja intimado ainda no Brasil. A partir de agora, as autoridades deverão começar a apurar como Guilherme Longo conseguiu obter a documentação necessária para que pudesse deixar a América do Sul.

“O que vai ser apurado é a falsidade dos documentos que ele obteve para tirar passaporte e ir para a Espanha. Então, teremos a falsidade documental pelo qual ele vai responder por ter usado esses documentos. O crime de documentos falsos com certeza não ocorreu aqui em Ribeirão Preto, e ele vai ter que ser apurado no local em que ele aconteceu”, explica.

De acordo com o advogado de acusação Alexandre Durante, Longo conseguiu o passaporte original com os dados do primo em Santana do Livramento (RS). A suspeita é que tenha obtido a certidão de nascimento de Gustavo Triani, que nasceu no Estado de São Paulo, em um cartório. De posse desse documento, ele tirou uma segunda via do RG no Sul do país.

“Partindo do RG ele foi aos outros documentos, que por curiosidade, só documentos necessários para o passaporte, ou seja, título de eleitor, certificado militar, o CPF. Aí partiu para a questão do passaporte. Todos na mesma cidade, em Santana do Livramento”, diz.

Fonte; Globo.com

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