7:22 am - Segunda-feira Junho 17, 2019

Passageiro tirado à força de avião da United faz acordo com a companhia

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Valor não foi divulgado. Caso de passageiro arrancado de voo nos EUA teve repercussão mundial e prejudicou aérea, que teve de pedir desculpas.

 

O médico David Dao e a companhia United Airlines chegaram a um acordo de valor não divulgado, disseram seus advogados nos Estados Unidos nesta quinta-feira (27).

A United assumiu “total responsabilidade pelo que aconteceu no Voo 3411, sem tentar culpar outros, incluindo a cidade de Chicago”, disse Thomas Demetrio, advogado de Dao, em comunicado anunciando o acordo.

A companhia, por sua vez, se disse “satisfeita por informar que chegaram a uma resolução amigável para o desafortunado incidente” envolvendo o passageiro. Dao foi removido à força de um avião da United Airlines que partiria de Chicago para Louisville, nos Estados Unidos, há duas semanas. O episódio foi gravado em vídeo e repercutiu globalmente.

A filmagem mostra três homens usando equipamentos e coletes de segurança falando com o passageiro sentado no avião. Depois de alguns segundos, um dos homens agarra o passageiro, que grita e é arrastado pelos braços para a frente da aeronave.

O homem precisou ficar internado em um hospital por conta dos ferimentos que sofreu com a retirada violenta do assento. Nas redes sociais, consumidores revoltados de várias partes do mundo pediram boicote contra a empresa.

A United acabou enfrentando uma crise. Um dia após a divulgação do vídeo, as ações em bolsa caíram e a companhia chegou a perder quase US$ 1 bilhão em valor de mercado em um único dia.

Novo relatório

Um novo relatório dos agentes de segurança do Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago divulgado nesta terça (25) mostra uma cena pouco favorável para o homem que foi retirado à força de um voo da United Airlines.

Os documentos assinalam que o passageiro em questão, David Dao, foi “agressivo” e que um dos três agentes que tentou tirá-lo de seu assento perdeu o equilíbrio quando Dao sacudiu os braços, provocando sua queda.

O relatório identificou também pela primeira vez os três agentes do Departamento de Aviação de Chicago presentes no avião, um dos quais disse que usou uma “força mínima, mas necessária” para retirar Dao do avião que ia para Louisville, no Kentuky, e que estava com excesso de passageiros.

A United explicou que tinha que tirar algum passageiro para ter lugar para a equipe da companhia aérea que tinha que trabalhar no dia seguinte em Louisville.

Segundo os documentos, os agentes tentaram convencer Dao em várias ocasiões, mas ele respondeu: “não vou sair deste voo pelo qual eu paguei. Não me importa se vão me prender”, escreveu o agente Mauricio Rodriguez em seu relatório.

O agente James Long agarrou Dao para retirá-lo de seu assento e, segundo escreveu, o homem “começou a mexer seus braços para cima e para baixo com os punhos fechados”.

Dao se soltou do agente, fazendo-o perder o equilíbrio, “o que fez com que o sujeito caísse” batendo em um apoio de braços da poltrona, segundo Long.

O médico de 69 anos acabou ensanguentado, com o nariz quebrado, uma concussão na cabeça, perdeu dois dentes e precisará de uma cirurgia reconstrutiva, segundo seus advogados.

O advogado de Dao, Thomas Demetrio, não respondeu às ligações da AFP solicitando comentários sobre a nova informação, mas disse ao Los Angeles Times que eram “total sem sentido, levando em conta a fonte”.

Fonte; globo.com

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