Mesmo com vários problemas de saúde, Sebastião Rodrigues Maia insistiu em subir no palco do Teatro Municipal de Niterói para fazer sua apresentação no dia 8 de março. A banda começou a tocar o hit “Não Quero Dinheiro”, ele veio em direção ao microfone e cantou duas vezes a primeira frase da canção: “Vou pedir…”, disse, passando mal. Ergueu o braço, despediu-se do público e saiu do palco. Dali foi internado e passou uma semana hospitalizado no Hospital Universitário Antonio Pedro, até que no dia 15 de março de 1998, Tim Maia morreu, aos 55 anos.

Tim Maia teve uma infância bastante pobre no bairro carioca da Tijuca, onde nasceu e cresceu. Morava em um cortiço e era o caçula de doze irmãos. Quando criança, trabalhou como entregador de marmitas para ajudar nas despesas de casa. Aos 8 anos cantava no coral da igreja e aos 12 ganhou um violão de seu pai.

Tim Maia, nome artístico de Sebastião Rodrigues Maia (Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1942— Niterói, 15 de março de 1998), foi um cantor, compositor, maestro, produtor musical, instrumentista e empresário brasileiro, responsável pela introdução dos gêneros soul e funk na música popular brasileira e reconhecido como um dos maiores ícones da música no Brasil. Suas músicas eram marcadas pela rouquidão de sua voz, sempre grave e carregada, conquistando grande vendagem e consagrando muitos sucessos. Nasceu e cresceu na cidade do Rio de Janeiro, onde, durante a juventude, conviveu com Jorge Ben Jor e Erasmo Carlos. Em 1957, fundou o grupo The Sputniks, no qual cantou junto a Roberto Carlos. Em 1959, emigrou para os Estados Unidos, onde teve seus primeiros contatos com o soul, vindo a ser preso e deportado por roubo e porte de drogas. Em 1970, gravou seu primeiro disco, intitulado Tim Maia, que, rapidamente, tornou-se um sucesso com músicas como “Azul da Cor do Mar” e “Primavera”.