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Com profundo pesar, a Casa do Brasil de Nova York lamenta a morte do nosso Embaixador da Cultura Brasileira nos Estados Unidos, o cantor, compositor e violonista baiano João Gilberto, considerado um dos pais da Bossa Nova, morreu hoje (6) aos 88 anos, na cidade do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada.

Em 1960, a Casa do Brasil em Nova York realizou seus primeiros eventos culturais, sendo que, em meados de novembro, passou a contar com o apoio da então, Cônsul-Geral em Nova York, Sra. Dora Vasconcellos, que com muito afinco se esmerou em realizar contatos com personagens de relevo da música erudita, como, por exemplo, o Maestro Heitor Villa Lobos a fim de dar mais visibilidade aos nossos eventos.

Em 1962, com o sucesso da Bossa Nova  que se tornou um dos movimentos mais influentes da história da música popular brasileira , os oficiais do Governo Federal e o Ministro das Relações Exteriores (Itamaraty) acreditaram que seria possível conectar a música com a política no Brasil, momento em que a Sra. Dora Vasconcellos sugeriu ao Itamaraty patrocinar a vinda de vinte e dois músicos brasileiros para tocar e cantar em Nova York. Aproveitando o evento de gala a Casa do Brasil homenageia João Gilberto com o titulo de Embaixador da Cultura Brasileira nos Estados Unidos.

João Gilberto recebe o titulo de Embaixador da Cultura Brasileira nos Estados Unidos.

O artista, conhecido por sua reclusão e perfeccionismo, cimentou as bases da Bossa Nova com os discos Chega de Saudade (1959), O Amor, o Sorriso e a Flor (1960) e João Gilberto (1961). Chega de Saudade, de autoria de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, é uma das músicas mais famosas tocadas por João Gilberto. O álbum jazz e bossa nova Getz/Gilberto (1964), foi premiado com o Grammy. Ele também fez composições próprias, como Bim-Bom e Oba-la-la.