11:18 pm - Segunda-feira Junho 17, 2019

Israel vai renomear colina em homenagem a Trump

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que fará uma proposta para que o governo renomeie uma comunidade nas Colinas de Golã, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter reconhecido a disputada região norte como território israelense.

“Todos os israelenses ficaram profundamente comovidos quando o presidente Trump tomou esta decisão histórica”, anunciou Netanyahu em um vídeo, durante a viagem do feriado de Pessach. “É necessário expressar nossa gratidão, nomeando a comunidade do Golã, de Donald Trump. Eu levarei isso ao governo para aprovação em breve”.

Trump quebrou o consenso internacional de longa data, twittando que era “hora de se reconhecer a soberania israelense no Golã, que tem uma importância estratégica e de segurança para o Estado de Israel e para a estabilidade regional”.

Israel capturou as Colinas de Golã da Síria, na guerra de 1967, e posteriormente anexou o território em um movimento nunca reconhecido pela comunidade internacional.

O presidente americano acompanhou o tweet com uma declaração oficial reconhecendo a soberania israelense, durante uma reunião com o primeiro-ministro na Casa Branca, apenas duas semanas antes da eleição de Israel, no qual Netanyahu foi reeleito para um quinto mandato.

Várias foram às condenações pelo movimento americano e da comunidade internacional, logo após Trump anunciar a decisão de mudar repentinamente a politica americana de mais de trinta anos. Batida pela Síria como um ataque flagrante à sua soberania e integridade territorial, o movimento foi recebido com ampla oposição. Damasco e seus aliados na região disseram que “a decisão violava a lei internacional”. França e Rússia afirmaram o mesmo.

Sob o direito internacional, a área permanece como território disputado após a ocupação de Israel na Guerra dos Seis Dias. Ela foi oficialmente anexada, em 1981, e tem sido uma pedra no conflito com o vizinho do norte da Síria.

A decisão sobre as Colinas do Golã foi à última grande jogada em favor de Israel feita por Trump, que em 2017 reconheceu a cidade de Jerusalém como a capital do país.

Com mais de 20.000 pessoas vivendo na área agora, e ao contrário da Cisjordânia ou de Gaza, a maioria dos israelenses acharia difícil acreditar que o Golã fosse outra coisa senão Israel. Além de considerações de segurança, a região do Golã está lentamente se tornando um destino turístico com o Monte Hermon, a única estação de esqui de Israel e a joia da coroa.

A decisão chega ao mesmo tempo em que Washington se prepara para revelar seu tão aguardado plano de paz Israel-Palestina, apesar da liderança palestina ter congelado o contato com Washington, após a controversa declaração do presidente Donald Trump de declarar Jerusalém como a capital de Israel.

Os palestinos acreditam que o próximo plano será tendencioso em favor de Israel.

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