Escravidão no Brasil

A escravidão no Brasil surgiu a partir do início do século XVI, sendo a maneira estabelecida enquanto força de produção no país, desde o período colonial até o final do Império. Ela permaneceu cerca de 400 anos no país.

Origem da Escravidão

Devemos destacar que Portugal tinha uma população pequena, cerca de 2 milhões de habitantes, e não poderia arcar com um investimento em recursos humanos tão grandes.

Daí, portugueses, espanhóis e ingleses tornaram a escravidão um negócio lucrativo e superlotaram os porões de seus navios com negros africanos (navios negreiros) para serem vendidos nos portos brasileiros.

Escravidão no Brasil
Representação do Mercado de Escravos

Sabemos que foram os escravos que produziram toda riqueza extraída no Brasil e, para além disso, o tráfico negreiro incrementou outras atividades econômicas e representou uma extraordinária opção econômica para a Europa.

Na prática, o transporte de escravos fomentou a produção de mais embarcações. Especialmente adaptadas para o serviço e a manutenção da mão de obra escrava, também estimulava a produção alimentícia e de vestuário e outros produtos.

Escravidão Indígena no Brasil Colonial

No início do processo de colonização no Brasil, empregou-se muito a mão de obra indígena, capturados por meio de expedições de apresamento ou obtidos como espólio das guerras intertribais. Os portugueses estabeleciam alianças com as lideranças tribais e, em troca, obtinham mão de obra, escravizando os índios.

Porém, a oposição dos religiosos acabou impedindo esta prática, levando a escravidão ao negro africano, mais rentável do que a do índio.

Tipos de Escravidão

No caso dos portugueses, os negros africanos eram trazidos de suas colônias para serem utilizados principalmente na agricultura e na mineração. Desempenhavam também vários tipos de serviços domésticos e/ou urbanos.

Nas cidades haviam também os chamados “escravos de ganho”, utilizados em trabalhos do ramo comercial ou de serviços. Normalmente, eles vendiam produtos manufaturados ou auxiliavam na administração de pequenos comércios.