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Eleição de Macron fortalece a União Europeia

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Após vitória do candidato pró-Europa na França, uma grande interrogação é se a Alemanha dará fim à ortodoxia financeira

 

O efeito imediato mais importante da eleição de Emmanuel Macron, o candidato centrista do movimento político En Marche! (Em Marcha!), como o novo presidente da França é o fortalecimento da União Europeia. Há pouco menos de um ano, depois do referendo do Reino Unido em que os britânicos decidiram pela saída do bloco, o projeto de integração europeia das últimas décadas passou a ser considerado sob sério risco.

O Brexit deu impulso para as forças nacionalistas e populistas de direita na Europa Ocidental que criticam a União Europeia – a principal delas, há muitos anos, é a Frente Nacional, de Marine Le Pen, a adversária de Macron no segundo turno da eleição francesa. Desde o início do projeto europeu, a França e a Alemanha constituíram o principal motor da integração. Um Frexit, como defendiam os partidários de Le Pen,  poderia ser fatal para a continuidade da UE.

Em oposição a Le Pen e a Jean-Luc Mélenchon, o candidato da esquerda radical que ficou em quarto lugar no primeiro turno, Macron se apresentou na campanha como o mais europeísta dos candidatos. Ele defendeu o aprofundamento da integração com propostas, como a criação de um orçamento, um ministro das Finanças e um Parlamento para a  Zona do Euro (ideia que tenta responder a um dos principais problemas do euro, uma união monetária sem uma união fiscal).

Se a eleição de Macron vai tranquilizar os alemães com relação ao comprometimento dos sócios franceses com a UE, resta saber qual será a atitude do governo da chanceler Angela Merkel com relação à política de rigorosa austeridade fiscal imposta, até aqui, pela Alemanha à Zona do Euro. Há expectativa de que os alemães, compreendendo os problemas da União Europeia, concordem com algum tipo de relaxamento nessa política. Essa esperança foi reforçada depois de um artigo publicado no jornal Le Monde, na semana passada, por Sigmar Gabriel, político do Partido Social-Democrata e ministro de Relações Exteriores de Merkel. No artigo, Gabriel disse que a Alemanha deve responder à eleição de Macron com o fim da ortodoxia financeira.

O fim da política de austeridade, que dará a Macron a possibilidade de aumentar os investimentos estatais para relançar a economia francesa, será um importante alento na batalha interna que o novo presidente passará a travar para implementar as reformas liberais de desregulamentação econômica que ele prometeu levar adiante. Apesar de ter sido eleito com mais de 65% dos votos no segundo turno, o desafio político de Macron para implementar essa agenda é imenso. A oposição interna – principalmente  por parte dos sindicatos – fez com que os últimos três presidentes franceses (Jacques Chirac, Nicolas Sarkozy e François Hollande) falhassem em projetos de reformas liberais nos últimos 20 anos.

Com Macron de ministro da Economia, Hollande conseguiu apenas ter alguns tímidos avanços na flexibilização da legislação trabalhista. Aos 39 anos, jovial e carismático, Macron terá em relação ao precedessor e antigo chefe uma grande vantagem. Para chegar à Presidencia, Hollande fez uma típica campanha socialista, em que atacou a austeridade e o mundo das finanças e prometeu aumentar a taxação dos mais ricos. No governo, Hollande promoveu uma guinada à direita. Macron não fez nada disso na campanha que o elegeu. Ele se apresentou como ele é: um tecnocrata social-liberal reformista, egresso do mundo das finanças, onde trabalhou como funcionário do banco de investimentos Rothschild. Ao defender as reformas como presidente, Macron não poderá ser acusado de estelionato eleitoral.

 

Fonte; epoca.globo.com

 

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