O presidente eleito Jair Bolsonaro — Foto: Dhavid Normando/Futura Press/Estadão Conteúdo

Jair Bolsonaro é proclamado vencedor da segunda volta no Brasil, tendo recolhido 55,2% dos votos dos mais de 100 milhões de brasileiros que votaram este domingo. Será o presidente do Brasil a 1 de Janeiro.

Jair Bolsonaro foi eleito este domingo o novo presidente do Brasil, tendo em conta os resultados oficiais.

Bolsonaro, o regenerador populista que não tem meio-termo, será assim o próximo presidente do Brasil, sucedendo a Michel Temer e derrotando Fernando Haddad.

Menos de meia-hora depois do fecho das urnas Bolsonaro foi proclamado o vencedor da segunda volta no Brasil (o voto electrónico permitiu uma rápida contagem dos votos). Assumirá o cargo quando tomar posse a 1 de Janeiro.

Pouco mais de uma hora após o fecho das urnas já estavam contadas 99,95% das mesas de voto. Bolsonaro obteve 55,14% dos votos (quase 58 milhões), contra 44,86% de Haddad (47 milhões de votos).

A diferença entre os dois candidatos foi clara e cifrou-se em mais de 10 milhões de votos. A nivel geográfico a vitória de Bolsonaro também foi clara: ganhou em 16 estados (Haddad em 11) e em 26 capitais (Haddad em 6).

“Vamos transformar o Brasil numa grande, livre e próspera nação”

Jair Bolsonaro começou por primeiro fazer um discurso no Facebook. E garantiu: “Temos condições de governabilidade dado os contactos tidos com parlamentares”. Prometeu que “todos os compromissos serão cumpridos com as mais variadas bancadas, e com o povo”.

Para Bolsonaro, “temos tudo para sermos uma grande nação”, e dirigindo aos brasileiros como “querido povo brasileiro” agradeceu a confiança. “Vamos juntos mudar o destino do Brasil”.

Depois do Facebook, Bolsonaro fez o seu discurso oficial de vitória nas eleições brasileiras, prometendo que o seu “Governo será defensor da Constituição, democracia e liberdade”.

“Precisamos de mais Brasil e menos Brasília. Vamos transformar o Brasil numa grande, livre e próspera nação”, afirmou.

Prometeu também desburocratizar, simplificar e “permitir que cidadão e o empreendedor tenha mais liberdade para construir o seu futuro”, o que diz ser “desamarrar o Brasil”.