Em votação apertada, a Câmara dos representantes aprovou a lei apelidada de “Trumpcare”, que revoga o Obamacare, maior vitória doméstica do ex-presidente Barack Obama. Com 217 votos a 213 na quinta-feira, dia 4, esse é um passo importante para o presidente Donald Trump, mas tudo indica que será um longo caminho legislativo.

Apesar da maioria republicana na Câmara, 20 deputados votaram contra a medida, que teve apenas um voto a mais que o mínimo necessário. Isso indica que a lei terá ainda maior resistência no Senado, onde a vantagem do partido republicano é ainda menor, com 52 das 100 cadeiras.

Vários senadores republicanos já indicaram rejeição à medida e sinalizaram a criação de uma nova versão do projeto de lei.

A nova versão do “Trumpcare” ainda gera muitas dúvidas. A proposta não foi analisada pela Comissão Independente de Orçamento, que avaliaria suas consequências. A versão anterior, de março, ampliava em 24 milhões o número de americanos sem seguro saúde em dez anos. Por pressão pública, o projeto aprovado, de última hora, destinou $8 bilhões de dólares para planos de pessoas com doenças pré-existentes — como casos de enfermidades congênitas — mas democratas e especialistas afirmam que não havia nenhum estudo indicando que este valor seria necessário. O projeto ainda corta grande parte dos impostos na área de saúde aos mais ricos, que eram destinados a subsidiar planos de saúde aos mais pobres.

No Senado, os republicanos não podem permitir uma deserção tão grande como a vista entre os deputados. Desde a posse de Trump, muitos senadores — com medo das eleições de 2018 — diziam que não aceitariam uma proposta que, na prática, reduzisse a cobertura de saúde da população. Com informações do NY Times e O Globo.

 

Fonte; Gazetanews.com